segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Goleiro do Botafogo quer homenagear o vascaíno Barbosa

Em entrevista exclusiva, goleiro fala sobre o desejo de ser titular na Copa e admite que sua responsabilidade aumentou após jogos pela Seleção

Barbosa, o maior goleiro de todos os tempoes
Crédito: Arquivo

Duas atuações seguras contra a Argentina e um pênalti defendido em momento crítico do amistoso contra o México. Jefferson aproveitou com competência as oportunidades na Seleção Brasileira e hoje já pode ser considerado o reserva imediato de Julio César, depois de ter ido à Copa América como terceira opção.

E as apresentações convincentes pela Seleção levam o goleiro do Botafogo, de 28 anos e 1,88m, a acreditar que está no caminho certo para realizar um sonho: ser o camisa 1 na Copa do Mundo no Brasil em 2014.
Se isso realmente acontecer, Jefferson, habituado a conviver com as superstições alvinegras, terá que suportar mais uma. Em 1950, quando a Copa também foi realizada no Brasil, Barbosa foi o goleiro da equipe que perdeu para o Uruguai na final. O segundo gol da derrota por 2 a 1 na decisão marcou profundamente o futebol brasileiro e o camisa 1 daquela tarde. Barbosa chegou a dizer uma vez que a pena máxima no Brasil era de 30 anos, mas que ele estava condenado à prisão perpétua.
Jefferson, paredão alvinegro, exibe as mãos (Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Negro como o goleiro de 50, Jefferson sabe que as comparações serão inevitáveis. Mas não as teme e diz que quer fazer uma grande Copa para homenagear Barbosa e todos os goleiros negros que, segundo o atleta, ainda são vítimas de preconceito.

- Quero fazer homenagem não só a ele, como a todos os goleiros negros que existem no futebol. Vários goleiros negros me cumprimentam e dão os parabéns dizendo que através da minha pessoa muita coisa está sendo quebrada no futebol – disse.

Mas os sonhos de Jefferson não se restringem à Copa. Depois de finalmente conseguir se mudar para Niterói, cidade onde mais se sente em casa, o goleiro acha que as coisas podem dar ainda mais certo em campo. Em entrevista concedida no Museu de Arte Contemporânea (MAC), Jefferson falou das chances do Botafogo no Brasileiro, da Seleção e das propostas de fora do país.

GLOBOESPORTE.COM: O amistoso contra o México foi um jogo-chave para você mostrar seu valor com a camisa da Seleção?

JEFFERSON: Sem dúvida. Essa foi praticamente minha estreia na Seleção principal. Tinha jogado os dois jogos contra a Argentina, mas eram só os jogadores do Brasil que podiam ser convocados. Fico feliz de estrear bem, com a vitória. Ainda mais do jeito que foi, ajudando, e de uma maneira emocionante.

O torcedor do Botafogo sempre o reverenciou, mas as atuações pela Seleção parecem tê-lo apresentado ao resto do país. Sente isso também?

Em todos os jogos a gente tem que mostrar que pode para todo mundo. A responsabilidade aumentou mais depois desses jogos pela Seleção. Mas estou confiante. Estou no caminho certo. O Mano sempre confiou em mim mesmo não jogando. Estou mostrando que tenho condição de ser titular.

Isso é uma obsessão?

Sempre foi. Quem estiver na Seleção e não quiser ser titular é melhor nem estar lá. Sempre respeito meus companheiros, mas do mesmo jeito que o Julio quer ser titular, o Victor quer ser, eu também quero. A amizade fica fora dos campos. Nós nos damos muito bem.

Se você for titular na Copa do Mundo no Brasil, as pessoas podem associar o fato de você ser negro à derrota para o Uruguai em 50, quando o Barbosa era o goleiro da Seleção. Tem medo disso?

Não, pelo contrário. Até aceito esse desafio. Tenho a oportunidade de mudar essa historia. Isso é passado. O Brasil está bem mais desenvolvido nessa questão do racismo e preconceito. Vejo como mais uma oportunidade de mudar esse cenário. Quem sabe não sou titular na Copa para acabar com isso de uma vez?

Vai ser uma chance de fazer uma homenagem ao Barbosa?

Com certeza. Quero fazer homenagem não só a ele, como a todos os goleiros negros que existem no futebol. Vários goleiros negros me cumprimentam e dão os parabéns dizendo que através da minha pessoa muita coisa esta sendo quebrada no futebol. Até quando eu fui para fora disseram isso (Jefferson jogou quatro anos na Turquia). Estou tendo a oportunidade de abrir portas para outros goleiros agora na Seleção.

Você já foi alvo de preconceito?

Aqui no Brasil, não. Na Turquia, também não. Todo mundo gostava da gente. Tinha eu e mais três da Guiné. Graças a Deus, sempre fui querido.

Mas você comentou que alguns goleiros negros dizem que você abriu portas. Sente que no Brasil ainda tem preconceito?

Com certeza existe. Não pode esconder que no Brasil existe. Mas são poucas pessoas. São pessoas pobres de espírito. A gente não pode julgar as pessoas pela cor ou pela aparência, mas sim pelo que elas são.

Voltando a falar de Copa, já imaginou uma final contra o Uruguai do Loco?

Ia ser muito bom. Muito bom mesmo. Claro que a gente ainda não sabe como vai estar até lá. Ainda faltam mais de dois anos. Espero estar na Copa como titular.

Se houver o jogo entre Brasil e Uruguai, a torcida do Botafogo vai torcer por quem?

(Risos) Acho que eles vão ficar meio divididos, mas claro que vão torcer pelo Brasil. Não tem cabimento torcer por outro país. Nessa hora todas as bandeiras se unem pelo país.

Na Copa das Confederações também pode ter esse duelo. Já conversou com o Loco sobre isso?

O Loco é meio maluco e daqui a pouco começa a falar. Na Copa América ele falou. Fico feliz pelo Loco, mas é claro que quando estiver lá a gente vai fazer cada um o melhor para o seu lado.

E se tiver pênalti? Será que vai ter cavadinha?

Ele não vai cavar. Ele é maluco, mas não vai cavar. Todo goleiro agora vai ficar parado.

O ambiente e os treinos da Seleção são muito diferentes do Botafogo?

Não muda muita coisa. Eu sempre treinei no Botafogo com muita alegria e determinação e na Seleção é igual. Claro que quando você veste a amarelinha sua alegria é dobrada. Mas quando veste o manto do Botafogo a gente se transforma. A alegria é a mesma.

Faltam dez rodadas para o fim do Brasileiro, e o Botafogo vem de uma grande vitória sobre o Corinthians, depois de tropeçar em casa. A equipe acredita mesmo que pode levar o título?

Sem dúvida. O que estamos buscando é o título. Não podemos mais perder pontos bobos. Temos que respeitar o adversário, mas entrar para matar os jogos. Empatamos duas seguidas em casa, mas a vitória sobre o Corinthians nos colocou de novo na briga.
Não podemos mais perder pontos bobos. Temos que respeitar o adversário, mas entrar para matar os jogos. Empatamos duas seguidas em casa, mas a vitória sobre o Corinthians nos colocou de novo na briga"
Jefferson

O Botafogo não sente que pode chegar tão perto do título desde 1995, quando foi campeão. Vocês sentem essa pressão por poderem fazer história?

A gente sai na rua e os torcedores cobram o título, mas a maioria nos cobra a Libertadores, porque faz muito tempo que o Botafogo não vai. Nosso objetivo é o título. Vamos brigar por isso. Mas se chegar nas últimas rodadas e, infelizmente, não tivermos mais chances, aí vamos lutar com tudo pela Libertadores. Mas nossa meta é o título.

Como está o relacionamento interno de vocês? O Marcio Azevedo e o Everton, por exemplo, já reclamaram publicamente de decisões do Caio Júnior. Como é a relação com o treinador?

Eu não tive oportunidade ainda de conversar com o Everton, e o Marcio Azevedo estava de cabeça quente. Mas o clima é muito bom. Todo mundo respeita o Caio Júnior. Temos um grupo forte, focado no titulo. Quando acontece alguma coisa tipo essa, resolvemos internamente.

Recentemente, foi especulado que haveria interesse de clubes da Europa em você. Ainda tem vontade de jogar lá?

Interesse eu tenho com certeza, mas estou muito feliz no Botafogo. Se aparecer um clube agora, tem que primeiro conversar com o Botafogo. Se for bom para o clube, tudo bem. Se não, estou bem aqui.

Com sua atual situação, você só sairia para um clube de ponta?

Pelo momento que eu passo no futebol, com certeza pensaria duas vezes antes de sair. Quando eu saí pela primeira vez, tinha 22 anos, a situação era diferente. A questão financeira pesava muito. Hoje, a situação profissional pesa mais. Não adianta eu sair do time para ir para fora e ficar sumido.

E se chegar uma proposta no fim do ano com o clube na Libertadores? Você faria questão de jogar a competição antes de deixar o clube?

Com certeza. O sonho de todos os jogadores é disputar a Libertadores pelo clube que gosta. Minha cabeça não está em sair. Mas se for bom para o Botafogo, a gente analisa.

Saindo um pouco do futebol, o que você gosta de fazer no dia a dia?

Como o tempo é curto, eu gosto muito de estar com minha família. Tento me adaptar às minhas filhas. O que elas querem fazer, eu faço: ir para a praia, para o shopping, ao zoológico, o que for. Sei todos os desenhos de cor. Não tem o que pague a alegria delas.

O seu filme preferido é “Em busca da felicidade”. Sintetiza seu momento agora?

Sem dúvida. O filme é muito emocionante. Todo mundo na Seleção gosta também

supervasco.com

sábado, 15 de outubro de 2011

Goleiro Márcio sonha em fazer um gol no ídolo Rogério Ceni: 'Seria histórico'

Arqueiro do Atlético-GO se inspira no capitão tricolor e sonha em balançar as redes contra o São Paulo, no próximo domingo, pela 30ª rodada do Brasileirão.
Ter contato com um ídolo é privilégio de poucos. No Atlético-GO, a partida do próximo domingo, contra o São Paulo, no Serra Dourada, será especial para o goleiro Márcio. Afinal de contas, do outro lado do gramado estará a principal referência da carreira do arqueiro rubro-negro: o capitão tricolor Rogério Ceni. Márcio admite o risco de sofrer um gol do ídolo, mas revela um sonho profissional.

- Todos os goleiros que jogam contra o São Paulo correm o risco de levar gols, já que Rogério Ceni tem as suas qualidades. Mas eu também tenho a expectativa de fazer um gol em meu ídolo. Seria um feito histórico para mim. - diz o goleiro atleticano.

Márcio acumula vitórias e títulos mais modestos do que ídolo, mas trilha um caminho semelhante. Goleiro, capitão, jogador que mais vestiu a camisa do Dragão no elenco atual e artilheiro quando possível. Mas admiração e o respeito de Márcio por Rogério Ceni vão além dos números.

- Tento ter a mesma conduta que ele (Rogério), porque acredito que é uma conduta séria. Será um jogo especial, já que vou jogar contra meu ídolo – afirma Márcio.

Márcio tem 30 anos e já disputou 284 jogos pelo Atlético-GO, clube o qual defende pela quinta temporada seguida. O goleiro já fez 17 gols oficiais e três gols em amistosos. No Dragão, Márcio conquistou três Campeonatos Goianos e ajudou o clube a subir da Série C para a Série A entre 2008 e 2010. O primeiro gol oficial do atleta foi contra o Vila Nova, em 2007.

Já Rogério Ceni acumula inúmeras conquistas no futebol, como títulos estaduais, brasileiros, da Libertadores, do Mundial Interclubes e da Copa do Mundo. O goleiro já disputou 1007 jogos pelo São Paulo, recorde absoluto do Tricolor Paulista, além de ser o maior goleiro artilheiro do futebol mundial, com 103 gols marcados.

Atlético-GO e São Paulo se enfrentam no próximo domingo, às 18h, no Serra Dourada. O Dragão ocupa a 12ª colocação, com 39 pontos, enquanto o Tricolor Paulista é o quarto colocado, com 48 pontos. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real a partir das 17h30m.

spfc.net

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Goleiro do Brasil vê campo sintético como obstáculo coletivo no Pan

Destaque do Flamengo na Copa São Paulo de futebol júnior 2011, o goleiro César Dutra está pronto para um desafio importante nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

O jogador foi convocado pelo técnico Ney Franco para defender a Seleção Brasileira masculina no torneio, que será disputado no Estádio Omnilife. Curiosamente, o campo é todo em gramado sintético, o que deve representar um desafio a mais para os atletas.

Mas para o jogador, que deve ser titular, o campo artificial não será um obstáculo apenas para o Brasil. Segundo o flamenguista, a Seleção Brasileira precisa se preparar exatamente para que a superfície das partidas não se torne uma arma a favor dos adversários. Dos convocados, apenas o meio-campista Misael, do Grêmio, competiu em campo sintético.

"É sempre mais uma adversidade, mas não só para a gente, para todos. Todos que estão competindo vão sentir um pouco de dificuldade", aposta o goleiro, que espera preparação do Brasil para uma rápida adaptação ao Estádio Omnilife, palco de todos os jogos.

"A gente vai treinar um pouco, vai ver se consegue fazer um treinamento em grama sintética. Mas já tive competições em gramado sintético; a gente sabe que é um pouco diferente, mas a partir do primeiro jogo, a gente já vai se adaptando. Nos treinamento que for fazer, vai conseguir fazer um bom campeonato", completou.

O futebol no Pan de Guadalajara será disputado entre os dias 19 e 29 de outubro. A Seleção Brasileira está no Grupo B, junto de Costa Rica, Cuba e Argentina. A estreia dos brasileiros será justamente diante dos argentinos, no dia 19.

esportes.terra.com.br

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Melhor em campo, goleiro Renan afirma: 'Espero que a vitória nos alavanque para o título'

Renan deu a volta por cima nesta quarta-feira, na vitória do Botafogo por 2 a 0, sobre o Corinthians, no Pacaembu. O goleiro foi fundamental no triunfo alvinegro, sendo o principal nome do jogo após não ter tido boas atuações contra São Paulo e Bahia.

“Nossa função é essa. Estamos ali para ajudar. Conseguimos superar essa pressão. Espero que seja uma vitória que nos alavanque para o título. Agora tem o próximo jogo contra o Atlético-PR, se não ganhar volta tudo de novo”, disse o herói do jogo.

Após abrir a vantagem de dois gols na primeira etapa, o Glorioso voltou recuado no segundo tempo e se defendeu até o fim do jogo. Marcelo Mattos comemorou muito o sofrido resultado.

“Foi um jogo muito duro. Nosso treinador tem uma parcela muito grande. A equipe estava muito bem taticamente. Vencemos muito bem aqui no Pacaembu. Matamos o jogo no primeiro tempo e depois nos seguramos do jeito que deu”, afirmou.

Com a vitória, o Botafogo chegou aos 49 pontos e está a apenas dois do líder Corinthians. O Vasco, com 50, jogará contra o Atlético-PR, nesta quinta-feira, às 20h30, na Arena da Baixada. Com um jogo a menos o alvinegro poderá chegar a liderança caso vença o Santos, no dia 19 de outubro, na Vila Belmiro.

esporte.uol.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Preparador nivela escola corintiana de goleiros à palmeirense: Falta acreditar

A tradição do Palmeiras em revelar grandes arqueiros tem uma simples explicação, na visão do preparador de goleiros do Corinthians, Mauri Costa Lima: o clube alviverde aposta em seus talentos e lhes dá tempo e espaço para crescer profissionalmente, sem pinçar grandes nomes no mercado. Contratado em janeiro de 2008, o profissional inclusive compara a condição de formar jogadores entre os grandes rivais.

"Todo mundo diz que 'ah, o Palmeiras é uma escola de goleiros'. Não, o Corinthians também é uma escola de goleiros, tem grandes golecada um deles. Nós sabemos que é difícil, o clube sempre está procurando colocar jogadores de altíssimo nível para atuar", argumentou o preparador.

iros. É que falta acreditar no potencial de Em recente parceria com investidores, o Corinthians contratou Renan, de 20 anos. Considerado grande promessa no futebol catarinense e tendo inclusive convocação para a Seleção Brasileira, ele chegou para disputar posição com Julio Cesar e não demorou a receber oportunidade no time titular, assim que o camisa 1 se machucou. Porém, após atuar em três jogos e falhar algumas vezes, ele foi substituído pelo então terceiro goleiro, Danilo Fernandes, também prata da casa.

"O Danilo ia ser dispensado no início de 2009, mas eu vi um coletivo seu, gostei e o trouxe para o time de cima. Foram praticamente dois anos e meio de espera para que ele pudesse estrear no profissional. Não é de uma hora para outra que aparece uma oportunidade", prosseguiu Mauri.

Além de ter Julio Cesar, Danilo Fernandes e Renan, o clube vem fazendo rodízio para a posição de quarto goleiro com atletas das categorias de base. "O Caíque, que é uma grande surpresa, o Matheus do sub-18, que é um excelente goleiro, o Ravi, o Henrique... A ideia é que vivenciem o dia a dia do profissional e corrijam alguns pontos. O Corinthians está muito bem servido de goleiros. Se deixar trabalhar, terá grandes goleiros oriundos da base", concluiu o preparador.

gazetaesportiva.net

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jefferson tenta ser 1º goleiro negro a ganhar Copa com Brasil

O jogador do Botafogo será titular no amistoso contra o México nesta terça, às 22h30 (de Brasília), em Torreón.
Foto: Divulgação/CBF
Jefferson, 28, começa nesta terça-feira a percorrer um caminho que pode levá-lo a destruir um trauma do futebol brasileiro. Um goleiro negro pode, em 2014, ganhar uma Copa do Mundo pela seleção.

"A gente fica chateado com as pessoas que afirmam que o Brasil não pode ter um goleiro negro", declarou Jefferson O jogador do Botafogo será titular no amistoso contra o México nesta terça, às 22h30 (de Brasília), em Torreón.

Júlio César, 32, dono da posição, sofreu lesão muscular na coxa esquerda, foi cortado e voltou para a Itália. Jefferson quer mais do que convencer o técnico Mano Menezes de que pode ser o camisa 1 do Brasil. "Talvez seja uma oportunidade de mudar a cabeça das pessoas, de mudar esse pensamento".

O novo titular, porém, diz que ainda é cedo para pensar em 2014, quando o Brasil vai organizar a Copa do Mundo pela segunda vez. "Eu penso, claro", afirmou. "Mas tenho que ir passo a passo, manter a regularidade no clube e continuar sendo chamado".

Em 1950, o Brasil foi sede da Copa, mas perdeu o título para o Uruguai. O goleiro era Barbosa, negro, atleta do Vasco. "Eu já ouvi muito sobre isso, mas não tem nada a ver, o Dida também já foi goleiro em uma Copa [em 2006]".

Ao contrário de outros jogadores, Jefferson disse nunca ter sofrido com racismo no futebol. "Tive problemas na Turquia [entre 2005 e 2009, jogou no Trabzonspor e no Konyaspor], mas isso, não".

Jefferson ultrapassou Victor na corrida para ser o reserva imediato de Júlio César na seleção. Hoje, é ameaça real ao jogador da Inter de Milão. "Eu respeito o Júlio e todos os outros goleiros, mas meu objetivo não é ficar na reserva. Busco meu espaço".

O botafoguense já iniciou duas partidas no time nacional. Foi titular nos duelos contra a Argentina no Superclássico das Américas, em que o Brasil não foi vazado --e dos quais só participaram atletas que atuam no país.

Júlio César sofreu oito gols em dez jogos como titular sob o comando de Mano. Victor levou apenas um em cinco partidas, média de 0,2. Mas Jefferson não se entusiasma com a invencibilidade.

"Fico feliz por não ter tomado gol, mas um dia vou tomar, não tem como, é a vida de goleiro", declarou, com a mesma serenidade que exibe em campo e lhe valeu o apelido de "Homem de Gelo".

Na semana passada, Júlio César já havia declarado que não se sentia "dono da posição" na seleção de Mano. "Eu tenho que mostrar a cada jogo, não tenho cadeira cativa. Fiquei feliz com a estreia do Jefferson na seleção. É bom que cada um conquiste seu espaço", declarou.

Jefferson afirmou ainda ter recebido um telefonema de Victor, do Grêmio, e uma mensagem de Júlio César.

gaz.com.br

sábado, 8 de outubro de 2011

Na véspera do clássico, goleiro Felipe volta aos treinos e está confirmado no Fla-Flu

O goleiro Felipe realizou os movimentos da posição sem nenhuma dificuldade: confirmado no clássico.

A última dúvida do técnico Vanderlei Luxemburgo foi solucionada na manhã deste sábado. Recuperado de uma virose, o goleiro Felipe voltou a treinar e garantiu escalação para o clássico contra o Fluminense, domingo, às 16h, no Engenhão, pela 28ª rodada do Brasileirão. Foi a primeira vez que Felipe participou das atividades desde terça-feira.

Os jogadores realizaram um treinamento recreativo e o goleiro não mostrou nenhuma dificuldade em praticar as defesas e movimentos característicos da sua posição. Mesmo sem ter treinado anteriormente, o departamento médico do Flamengo dava como certa a participação de Felipe no clássico.

O time terá três desfalques para o Fla-Flu: Ronaldinho, servindo à seleção brasileira, além de Airton e Willians, suspensos. Diego Maurício, Maldonado e Muralha entram no time titular. O Flamengo vai a campo com: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Maldonado, Muralha, Renato Abreu e Thiago Neves; Diego Maurício e Deivid.

Empatados com 44 pontos, Flamengo e Fluminense têm pela frente uma decisão no clássico. O Tricolor está na frente pelo número de vitórias (primeiro critério de desempate). No entanto, o vencedor de domingo estaciona o rival e termina a rodada na zona de classificação para a Taça Libertadores do próximo ano.

esporte.uol.com.br