Geninho retornará ao futebol para comandar o Comercial no Paulista
Foto: Robertson Luz/Gazeta Press
O Comercial não demorou muito para anunciar o substituto do técnico Márcio Fernandes, demitido na última segunda-feira, e oficializou a contratação de Geninho para o cargo. O experiente treinador é natural de Ribeirão Preto e iniciou a sua carreira como jogador profissional de futebol no arquirrival Botafogo-SP, na década de 1960.
Geninho assumiu a titularidade da meta botafoguense com apenas 17 anos e foi um dos grandes nomes da equipe durante os sete anos que passou defendendo o clube do interior de São Paulo. Após deixar a equipe, o hoje ex-goleiro rodou por diversos times brasileiros e decidiu se tornar treinador ao encerrar a carreira no Novo Hamburgo.
Fora das quatro linhas, Geninho também comandou o Botafogo-SP em 1986, 1991 e 1993. Entretanto, a sua grande passagem pelo futebol brasileiro aconteceu à frente do Atlético-PR e do Corinthians. No time paranaense, o treinador foi responsável por conquistar o Campeonato Brasileiro de 2001, da mesma forma que teve papel decisivo no título do Campeonato Paulista de 2003, vencido pelo clube alvinegro.
Desempregado desde que deixou o Vitória, no ano passado, Geninho terá um grande desafio pela frente. O técnico Márcio Fernandes acabou deixando o Comercial na 17ª colocação estadual, com sete pontos ganhos, correndo sérios riscos de ser rebaixado para a Série A2.
Geninho poderá contar com outro atleta formado no Botafogo-SP para tirar a sua nova equipe da incômoda situação. O atacante Leandro, que teve passagens por Corinthians, São Paulo, Grêmio, dentro outros, assinou com o clube nesta semana e deverá ser o principal nome do ataque alvinegro no restante da competição.
http://esportes.terra.com.br
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Goleiro do Werder tem chance de impressionar na meta da Alemanha em amistoso
O goleiro Tim Wiese ganhou a chance de impressionar antes da Eurocopa de 2012, quando atuará no lugar do goleiro titular, Manuel Neuer, no amistoso da Alemanha contra a França na quarta-feira, disse o auxiliar técnico Hansi Flick. O arqueiro do Werder Bremen já atuou cinco vezes no gol pela seleção alemã, mas ainda não participou de nenhuma vitória.
"Tim deve se apresentar antes da Euro e ele deve fazer isso especialmente aqui, diante da multidão em casa", disse Flick a repórteres um dia antes do jogo, na cidade portuária de Bremen, ao norte. "O plano é que ele jogue os 90 minutos."
Flick informou que o atacante Miroslav Klose vai comandar o time na ausência de Philipp Lahm, que está machucado, enquanto Mats Hummels e Holger Badstuber vão atuar na defesa, com Per Mertesacker também ausente por estar machucado.
Três vezes campeã europeia, a Alemanha, que não ganha um título desde 1996, está entre as favoritas do campeonato europeu deste ano, que acontece na Polônia e na Ucrânia, após ter se classificado em primeiro lugar no seu grupo, sem perder nenhum ponto. Mas eles não derrotam a França desde 1987 e, em 23 encontros, os alemães ganharam sete vezes e perderam 10 partidas para o vizinho.
"A França é uma equipe muito forte e eles certamente são um dos favoritos da Euro neste verão", disse o meia do Real Madrid Mesut Ozil, que fará sua primeira aparição no estádio Weser desde que deixou o Werder Bremen em 2010 para se juntar ao clube espanhol.
http://espn.estadao.com.br
"Tim deve se apresentar antes da Euro e ele deve fazer isso especialmente aqui, diante da multidão em casa", disse Flick a repórteres um dia antes do jogo, na cidade portuária de Bremen, ao norte. "O plano é que ele jogue os 90 minutos."
Flick informou que o atacante Miroslav Klose vai comandar o time na ausência de Philipp Lahm, que está machucado, enquanto Mats Hummels e Holger Badstuber vão atuar na defesa, com Per Mertesacker também ausente por estar machucado.
Três vezes campeã europeia, a Alemanha, que não ganha um título desde 1996, está entre as favoritas do campeonato europeu deste ano, que acontece na Polônia e na Ucrânia, após ter se classificado em primeiro lugar no seu grupo, sem perder nenhum ponto. Mas eles não derrotam a França desde 1987 e, em 23 encontros, os alemães ganharam sete vezes e perderam 10 partidas para o vizinho.
"A França é uma equipe muito forte e eles certamente são um dos favoritos da Euro neste verão", disse o meia do Real Madrid Mesut Ozil, que fará sua primeira aparição no estádio Weser desde que deixou o Werder Bremen em 2010 para se juntar ao clube espanhol.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Em recuperação, Rogério Ceni caminha no campo
Goleiro são-paulino se recupera de um estiramento no ombro direito.
Por Luiz Pires - Vipcomm
O goleiro Rogério Ceni foi a campo na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda. Andando ao lado do preparador de goleiros Haroldo Lamounier, o camisa 01 são-paulino deu voltas no gramado. Rogério se recupera de um estiramento no ombro direito. Ele ainda não atuou nesta temporada.
saopaulofc.net
Por Luiz Pires - Vipcomm
O goleiro Rogério Ceni foi a campo na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda. Andando ao lado do preparador de goleiros Haroldo Lamounier, o camisa 01 são-paulino deu voltas no gramado. Rogério se recupera de um estiramento no ombro direito. Ele ainda não atuou nesta temporada.
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Goleiro Aranha reencontra rival Guarani com bom humor: 'Nunca perdi'
O duelo desta quarta-feira entre Santos e Guarani, no Brinco de Ouro, terá um gosto especial para o goleiro Aranha, do Peixe.
Acostumado a enfrentar o rival pela Ponte Preta, seu clube de origem, o arqueiro guarda boas lembranças do confronto. Substituto de Rafael, que está com a Seleção Brasileira na Suiça para amistoso nesta terça-feira, Aranha falou em tom descontraído sobre a partida e garante que nunca foi derrotado na disputa.
"Nunca perdi e espero continuar assim, permanecer no Santos por um bom tempo e sempre está vencendo eles. A rivalidade lá é muito grande até pela proximidade dos estádios, a tradição, o tamanho da cidade. Vamos com respeito e vencer é sempre bom - afirmou Aranha, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé.
Além de ter iniciado a carreira na Ponte Preta, Aranha defendeu o clube por sete anos. Até por isso, provou de uma sensação diferente no último sábado, quando o Santos, sua atual equipe, atropelou a Macaca com uma goleada de 6 a 1. Agora, o goleiro espera que seus companheiros repitam o desempenho contra o rival.
"A primeira coisa que falei para o Edu dracena depois do jogo, no vestiário, foi que eu queria a mesma disposição dele e do Elano contra o Guarani. Porque atropelaram minha "macaquinha", o Santos foi muito bem, estava disposto e teve uma boa atuação", afirmou.
Aranha ainda lembrou que foi contra o Bugre uma de suas partidas mais marcantes na carreira. O goleiro contou que fez, em 2009, sua centésima partida pela Ponte justamente contra o rival, no Brinco de Ouro. Até por isso, lembrou ironicamente, acha que será recebido com "festa" no estádio.
"No fundo, gosto do Guarani. Já ganhei muitos bichos (premiação por vitória) deles (risos). Vencer é sempre bom, mas é uma rivalidade sadia, alegre, e é isso que move o torcedor, sem violência", declarou o santista.
Santos e Guarani se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h30, no Brinco de Ouro. O Bugre venceu as cinco partidas que atuou em seu estádio no Paulistão, no qual ocupa a segunda colocação, com 22 pontos. Já o Peixe é o quarto, com 21.
domtotal.com
Acostumado a enfrentar o rival pela Ponte Preta, seu clube de origem, o arqueiro guarda boas lembranças do confronto. Substituto de Rafael, que está com a Seleção Brasileira na Suiça para amistoso nesta terça-feira, Aranha falou em tom descontraído sobre a partida e garante que nunca foi derrotado na disputa.
"Nunca perdi e espero continuar assim, permanecer no Santos por um bom tempo e sempre está vencendo eles. A rivalidade lá é muito grande até pela proximidade dos estádios, a tradição, o tamanho da cidade. Vamos com respeito e vencer é sempre bom - afirmou Aranha, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé.
Além de ter iniciado a carreira na Ponte Preta, Aranha defendeu o clube por sete anos. Até por isso, provou de uma sensação diferente no último sábado, quando o Santos, sua atual equipe, atropelou a Macaca com uma goleada de 6 a 1. Agora, o goleiro espera que seus companheiros repitam o desempenho contra o rival.
"A primeira coisa que falei para o Edu dracena depois do jogo, no vestiário, foi que eu queria a mesma disposição dele e do Elano contra o Guarani. Porque atropelaram minha "macaquinha", o Santos foi muito bem, estava disposto e teve uma boa atuação", afirmou.
Aranha ainda lembrou que foi contra o Bugre uma de suas partidas mais marcantes na carreira. O goleiro contou que fez, em 2009, sua centésima partida pela Ponte justamente contra o rival, no Brinco de Ouro. Até por isso, lembrou ironicamente, acha que será recebido com "festa" no estádio.
"No fundo, gosto do Guarani. Já ganhei muitos bichos (premiação por vitória) deles (risos). Vencer é sempre bom, mas é uma rivalidade sadia, alegre, e é isso que move o torcedor, sem violência", declarou o santista.
Santos e Guarani se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h30, no Brinco de Ouro. O Bugre venceu as cinco partidas que atuou em seu estádio no Paulistão, no qual ocupa a segunda colocação, com 22 pontos. Já o Peixe é o quarto, com 21.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Mesmo na reserva, goleiro Saulo é ídolo do torcedor do Sport
Boa atuações e até gol marcado marcam a curta carreira do goleiro rubro-negro, que é chamado de 'Avatar', por causa de seus 1.95m.
Mesmo na reserva, Saulo é ídolo do torcedor do
Sport (Foto: Divulgação/Sport)
Na rotina da Ilha do Retiro, fãs são figuras carimbadas em busca de fotos e autógrafos dos ídolos que vestem a camisa do Sport. Como não podia deixar de ser, o craque Marcelinho Paraíba é um dos mais assediados. Símbolos de raça e longevidade no clube, Magrão e Tobi também tem marcação cerrada de admiradores. No restante, titulares passam quase desapercebidos, com tímidos pedidos de tietagem. Mas no meio dessa caçada, os sorrisos de admiração dos rubro-negros voltam no mesmo impacto dos três nomes citados acima.
- Eita, é Saulo, vamos tirar uma foto com ele. Vem corre! Saulo, Saulo! - chamou uma torcedora que estava com os seus familiares, durante a semana, na Ilha do Retiro.
A cena é comum. Jogadores que estão se destacando, simplesmente são renegados a segundo plano pelos tietes quando o goleiro reserva aparece. Aparentemente um mistério, já que as atuações de Saulo são escassas. Magrão é ídolo do tipo que merece uma estátua no estádio e não tem a mínima possibilidade de perder a camisa 1 para seu suplente. Então por que Saulo tem essa identificação com a torcida?
- Quando pude, entrei e fiz boas apresentações, fui ganhando a confiança da torcida. Mas realmente, aquele jogo contra o Vitória, pelo Campeonato Pernambucano do ano passado, foi crucial. A partir dalí, o torcedor passou a ter um carinho imenso por mim - explicou Saulo.
Não foi por menos. No jogo que Saulo citou, ele fez defesas importantes, mas o que marcou foi quando o goleiro saiu do roteiro, foi para área e fez o gol que tirou o Sport de um vexame diante de sua torcida contra o pequeno Vitória. Com 1,95 de altura, foi no embalo dos pedidos da arquibancada, se aventurou no ataque, num dos últimos lances da partida e meteu de cabeça a bola para o fundo da barra. Tudo isso aos 45 minutos do segundo tempo, numa Ilha do Retiro cheia. Logo em seguida, na comemoração, pisou de mau jeito e rompeu o ligamento cruzado do joelho. Contusão para seis meses de molho. Glória e dor em poucos segundos. Salvador e mártir, ingredientes para imortalizar qualquer um.
- Foi inesquecível. Foi uma situação de dois momentos. Marquei o gol, corri eufórico e de repente pisei em falso e senti uma dor. Sabia que era algo grave. Sei que alí foi um divisor - disse Saulo, lembrando do jogo que acabou com o atacante Carlinhos Bala em seu lugar, embaixo da traves, segurando o 2 a 1.
Alagoano da cidade de Piranhas, Saulo é tímido, normalmente olha para baixo, muito também pela sua alta estatura, que o diferencia dos demais. Com 22 anos, tem um jeito de meninão, que não condiz com o ótimo e seguro goleiro quando acionado. É humilde, principalmente quando fala do seu concorrente e ídolo, Magrão.
Saulo é querido pela torcida e lenco do Sport (Foto: Divulgação/Sport)
- Magrão é um espelho, uma referência pessoal e profissional. Me ensinou e me ensina muita coisa. Trabalho para chegar no nível dele. É um ídolo. Sempre fui fã de grandes goleiros. Na infância, Dida era quem eu imitava em Piranhas, Marcos na qualidade de grande pegador de pênaltis, Rogério Ceni na agilidade e Magrão. Só que Magrão é diferenciado, não posso dizer que é perfeito porque todos temos nossas falhas, mas é o que chega mais próximo disso para mim - tietou Saulo, num brilho de olhar a cada citação ao colega. A admiração é genuína.
Apesar da reverência, Magrão é um empecilho ao sucesso de Saulo. Um concorrente duro, pois desde 2005 no Sport, com mais de 300 jogos nas costas e títulos importantes como um pentacampeonato estadual e a Copa do Brasil, o camisa 1 está se transformando em uma lenda no clube. Se manter o nível, só sai quando quiser. Saulo será sempre uma sombra?
- Tenho que ter paciência, tranquilidade, ponho diariamente isso na cabeça. Magrão disse que quer ter mais dois anos até sua aposentadoria. É esperar. Lógico que se ele quiser alongar um pouco mais, terei que procurar o meu espaço em outro canto. Mas é muito tempo e como ele sempre me disse, as coisas mudam muito - afirmou, novamente citando seu tutor, que está com 34 anos de idade.
Pensando no goleiro de qualidade que tem no banco de reservas, o Sport não nega a possibilidade de emprestá-lo para Saulo ganhar mais bagagem. Seu nome esteve envolvido na negociação pelo atacante Guerrón, como moeda de troca. Mas o acordo com o Atlético Paranaense acabou não acontecendo. O técnico do São Paulo, Leão, que trabalhou com o Saulo na Ilha, o indicou como possível reforço para compor o elenco tricolor, durante o estaleiro de Rogério Ceni.
- Fico feliz com os interesses de outros clubes. Estou sendo valorizado. Vi com bons olhos a transferência para o Atletico Paranaense, mas não vingou - frisou.
Saulo tem seis jogos pelo Leão. Estreou em 2010, no empate com o Vera Cruz, na Ilha do Retiro, durante o estadual. Teve boa atuação, substituindo Magrão em cima do jogo, devido a uma lesão nas costas do titular. Teve seu pior momento quando ficou parado seis meses, após o triunfo sobre o Vitória, em 2011.
- Se não fosse a minha família não sei o que seria de mim. Uma tinha morava em Recife e meu deu o maior apoio, proteção, carinho, pois minha mãe ainda morava em Piranhas. Se não fosse por esse apoio, principalmente nos dois primeiros meses, eu estaria perdido, teria entrado em depressão - revelou Saulo, sobre a mesma contusão que agora atormenta seus companheiros de time, os zagueiros césar e Willian Rocha.
Filho de uma enfermeira, Saulo não conheceu o pai. Teve uma origem sacrificada e virou goleiro pela estatura. Atuava num clube amador de Sergipe chamado Coritiba de Itabaiana quando em um torneio em Cascavel, no estado do Paraná, chamou a atenção de olheiros após pegar pênaltis decisivos. Foi oferecido e ficou no Sport a partir de 2006. Subiu em 2010. Morava no clube, o que fez com que virasse torcedor rubro-negro.
- Todo mundo sabe que além de ser jogador, sou torcedor mesmo. Ia direto para as sociais, conheci torcedores, pulava com as músicas da organizada. Me marcou bastante aquela final nos pênaltis contra o Santa Cruz pelo Pernambucano (2006). Estava na Ilha do Retiro. Foi emocionante, tinha acabado de chegar aqui - lembrou Saulo, do famoso jogo em que o atacante Carlinho Bala saiu mandando dedada para os tricolores.
Com cartas e declarações de amor de fãs em redes sociais, Saulo vai ganhando mais séquitos e seguindo com a vida, até uma nova oportunidade. Está voando nos treinos, sendo melhor em várias ocasiões do que Magrão. Tem na paciência seu principal aliado. Tem no seu "inimigo", seu melhor amigo e referência. E mesmo com a admiração geral da torcida rubro-negra, ainda não se considera ídolo.
- Sou um quase ídolo. Tenho que levantar taças, conquistar vitórias, jogar bastante para ter esse direito a ser chamado assim. Ídolo é Magrão. Sou quase - finalizou, como sempre, colocando o mestre no meio do argumento.
http://globoesporte.globo.com
Mesmo na reserva, Saulo é ídolo do torcedor do
Sport (Foto: Divulgação/Sport)
Na rotina da Ilha do Retiro, fãs são figuras carimbadas em busca de fotos e autógrafos dos ídolos que vestem a camisa do Sport. Como não podia deixar de ser, o craque Marcelinho Paraíba é um dos mais assediados. Símbolos de raça e longevidade no clube, Magrão e Tobi também tem marcação cerrada de admiradores. No restante, titulares passam quase desapercebidos, com tímidos pedidos de tietagem. Mas no meio dessa caçada, os sorrisos de admiração dos rubro-negros voltam no mesmo impacto dos três nomes citados acima.
- Eita, é Saulo, vamos tirar uma foto com ele. Vem corre! Saulo, Saulo! - chamou uma torcedora que estava com os seus familiares, durante a semana, na Ilha do Retiro.
A cena é comum. Jogadores que estão se destacando, simplesmente são renegados a segundo plano pelos tietes quando o goleiro reserva aparece. Aparentemente um mistério, já que as atuações de Saulo são escassas. Magrão é ídolo do tipo que merece uma estátua no estádio e não tem a mínima possibilidade de perder a camisa 1 para seu suplente. Então por que Saulo tem essa identificação com a torcida?
- Quando pude, entrei e fiz boas apresentações, fui ganhando a confiança da torcida. Mas realmente, aquele jogo contra o Vitória, pelo Campeonato Pernambucano do ano passado, foi crucial. A partir dalí, o torcedor passou a ter um carinho imenso por mim - explicou Saulo.
Não foi por menos. No jogo que Saulo citou, ele fez defesas importantes, mas o que marcou foi quando o goleiro saiu do roteiro, foi para área e fez o gol que tirou o Sport de um vexame diante de sua torcida contra o pequeno Vitória. Com 1,95 de altura, foi no embalo dos pedidos da arquibancada, se aventurou no ataque, num dos últimos lances da partida e meteu de cabeça a bola para o fundo da barra. Tudo isso aos 45 minutos do segundo tempo, numa Ilha do Retiro cheia. Logo em seguida, na comemoração, pisou de mau jeito e rompeu o ligamento cruzado do joelho. Contusão para seis meses de molho. Glória e dor em poucos segundos. Salvador e mártir, ingredientes para imortalizar qualquer um.
- Foi inesquecível. Foi uma situação de dois momentos. Marquei o gol, corri eufórico e de repente pisei em falso e senti uma dor. Sabia que era algo grave. Sei que alí foi um divisor - disse Saulo, lembrando do jogo que acabou com o atacante Carlinhos Bala em seu lugar, embaixo da traves, segurando o 2 a 1.
Alagoano da cidade de Piranhas, Saulo é tímido, normalmente olha para baixo, muito também pela sua alta estatura, que o diferencia dos demais. Com 22 anos, tem um jeito de meninão, que não condiz com o ótimo e seguro goleiro quando acionado. É humilde, principalmente quando fala do seu concorrente e ídolo, Magrão.
Saulo é querido pela torcida e lenco do Sport (Foto: Divulgação/Sport)
- Magrão é um espelho, uma referência pessoal e profissional. Me ensinou e me ensina muita coisa. Trabalho para chegar no nível dele. É um ídolo. Sempre fui fã de grandes goleiros. Na infância, Dida era quem eu imitava em Piranhas, Marcos na qualidade de grande pegador de pênaltis, Rogério Ceni na agilidade e Magrão. Só que Magrão é diferenciado, não posso dizer que é perfeito porque todos temos nossas falhas, mas é o que chega mais próximo disso para mim - tietou Saulo, num brilho de olhar a cada citação ao colega. A admiração é genuína.
Apesar da reverência, Magrão é um empecilho ao sucesso de Saulo. Um concorrente duro, pois desde 2005 no Sport, com mais de 300 jogos nas costas e títulos importantes como um pentacampeonato estadual e a Copa do Brasil, o camisa 1 está se transformando em uma lenda no clube. Se manter o nível, só sai quando quiser. Saulo será sempre uma sombra?
- Tenho que ter paciência, tranquilidade, ponho diariamente isso na cabeça. Magrão disse que quer ter mais dois anos até sua aposentadoria. É esperar. Lógico que se ele quiser alongar um pouco mais, terei que procurar o meu espaço em outro canto. Mas é muito tempo e como ele sempre me disse, as coisas mudam muito - afirmou, novamente citando seu tutor, que está com 34 anos de idade.
Pensando no goleiro de qualidade que tem no banco de reservas, o Sport não nega a possibilidade de emprestá-lo para Saulo ganhar mais bagagem. Seu nome esteve envolvido na negociação pelo atacante Guerrón, como moeda de troca. Mas o acordo com o Atlético Paranaense acabou não acontecendo. O técnico do São Paulo, Leão, que trabalhou com o Saulo na Ilha, o indicou como possível reforço para compor o elenco tricolor, durante o estaleiro de Rogério Ceni.
- Fico feliz com os interesses de outros clubes. Estou sendo valorizado. Vi com bons olhos a transferência para o Atletico Paranaense, mas não vingou - frisou.
Saulo tem seis jogos pelo Leão. Estreou em 2010, no empate com o Vera Cruz, na Ilha do Retiro, durante o estadual. Teve boa atuação, substituindo Magrão em cima do jogo, devido a uma lesão nas costas do titular. Teve seu pior momento quando ficou parado seis meses, após o triunfo sobre o Vitória, em 2011.
- Se não fosse a minha família não sei o que seria de mim. Uma tinha morava em Recife e meu deu o maior apoio, proteção, carinho, pois minha mãe ainda morava em Piranhas. Se não fosse por esse apoio, principalmente nos dois primeiros meses, eu estaria perdido, teria entrado em depressão - revelou Saulo, sobre a mesma contusão que agora atormenta seus companheiros de time, os zagueiros césar e Willian Rocha.
Filho de uma enfermeira, Saulo não conheceu o pai. Teve uma origem sacrificada e virou goleiro pela estatura. Atuava num clube amador de Sergipe chamado Coritiba de Itabaiana quando em um torneio em Cascavel, no estado do Paraná, chamou a atenção de olheiros após pegar pênaltis decisivos. Foi oferecido e ficou no Sport a partir de 2006. Subiu em 2010. Morava no clube, o que fez com que virasse torcedor rubro-negro.
- Todo mundo sabe que além de ser jogador, sou torcedor mesmo. Ia direto para as sociais, conheci torcedores, pulava com as músicas da organizada. Me marcou bastante aquela final nos pênaltis contra o Santa Cruz pelo Pernambucano (2006). Estava na Ilha do Retiro. Foi emocionante, tinha acabado de chegar aqui - lembrou Saulo, do famoso jogo em que o atacante Carlinho Bala saiu mandando dedada para os tricolores.
Com cartas e declarações de amor de fãs em redes sociais, Saulo vai ganhando mais séquitos e seguindo com a vida, até uma nova oportunidade. Está voando nos treinos, sendo melhor em várias ocasiões do que Magrão. Tem na paciência seu principal aliado. Tem no seu "inimigo", seu melhor amigo e referência. E mesmo com a admiração geral da torcida rubro-negra, ainda não se considera ídolo.
- Sou um quase ídolo. Tenho que levantar taças, conquistar vitórias, jogar bastante para ter esse direito a ser chamado assim. Ídolo é Magrão. Sou quase - finalizou, como sempre, colocando o mestre no meio do argumento.
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Goleiro Renan Ribeiro comemora mais uma partida sem ter a própria meta superada
Até agora, em quatro jogos, arqueiro sofreu apenas um gol pelo Campeonato Mineiro.
Em quatro partidas disputadas pelo Atlético no Campeonato Mineiro, o goleiro Renan Ribeiro sofreu apenas um gol. Após a goleada por 4 a 0 sobre o Guarani, nesse domingo, o arqueiro alvinegro comemorou o fato de sair de campo mais uma vez sem ter a própria meta superada.
“È importante para o grupo todo sair de campo sem sofrer gol. Essa confiança é boa para mim e para os jogadores em todas as competições. Conversamos sobre isso, que era importante não tomar gol.”
Nesse domingo, o Galo aproveitou as jogadas de bola parada e contra-ataque para marcar os quatro gols contra o Guarani. Para Renan, a partida se tornou fácil pelo que o time atleticano apresentou em campo.
“Eu acho que nossa equipe fez o jogo ficar fácil. Nos postamos bem em campo. Mais importante, além da vitória, é não tomar gol. Então estão todos de parabéns.”
Até agora, o único gol sofrido pelo Atlético foi na vitória por 2 a 1 sobre o América-TO, pela segunda rodada do Estadual.
mg.superesportes.com.br
Em quatro partidas disputadas pelo Atlético no Campeonato Mineiro, o goleiro Renan Ribeiro sofreu apenas um gol. Após a goleada por 4 a 0 sobre o Guarani, nesse domingo, o arqueiro alvinegro comemorou o fato de sair de campo mais uma vez sem ter a própria meta superada.
“È importante para o grupo todo sair de campo sem sofrer gol. Essa confiança é boa para mim e para os jogadores em todas as competições. Conversamos sobre isso, que era importante não tomar gol.”
Nesse domingo, o Galo aproveitou as jogadas de bola parada e contra-ataque para marcar os quatro gols contra o Guarani. Para Renan, a partida se tornou fácil pelo que o time atleticano apresentou em campo.
“Eu acho que nossa equipe fez o jogo ficar fácil. Nos postamos bem em campo. Mais importante, além da vitória, é não tomar gol. Então estão todos de parabéns.”
Até agora, o único gol sofrido pelo Atlético foi na vitória por 2 a 1 sobre o América-TO, pela segunda rodada do Estadual.
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Goleiro Renan torce por sequência no Vitória para realizar sonho olímpico
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, goleiro Rubro-Negro falou do objetivo de ir a Londres e relembrou o começo da carreira.
Goleiro foi titular em apenas um jogo deste Campeonato Baiano (Foto: Divulgação/EC Vitória)
Estar em Londres no final de julho de 2012. Esse é o objetivo de Renan. Com 21 anos, o goleiro tem como principal meta para este ano ser convocado para defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. Mas para isso torce para manter uma sequência com a camisa número 1 do Vitória no Campeonato Baiano.
Reserva de Douglas nos nove primeiros jogos do estadual, Renan foi titular somente na última quarta-feira. Com uma atuação segura, não levou gols e ajudou o Rubro-Negro a empatar em 0 a 0 com o Atlético-BA. Para o jogo deste domingo, ainda não sabe se volta para o banco de reservas ou permanece como titular e tem mais uma oportunidade para conseguir realizar o sonho olímpico.
- O projeto é esse e a gente tem que ter uma sequência. Tendo essa sequência, acredito que esse objetivo pode se tornar realidade – afirmou.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, além de vestir a “amarelinha”, Renan comentou também sobre o começo da carreira no Avaí (onde chegou a ser dispensado por indisciplina), o fato de ter sido o primeiro jogador que atua em Santa Catarina a ser convocado para a Seleção Brasileira, a passagem pelo Corinthians e o motivo que o levou a assinar com o Vitória. Confira:
GLOBOESPORTE.COM: No Avaí, você chegou a ser dispensado por um ato de indisciplina. O que aconteceu?
Renan: É verdade. A gente não gosta de chegar nesse fato, mas foi uma indisciplina dentro do clube, uma briga, coisa que eu nunca fiz na minha vida. Teve uma discussão e a gente acabou sendo dispensado, mas sabia que tinha potencial e o presidente do Avaí me deu uma nova oportunidade. Então só tenho a agradecer a oportunidade que eu tive.
O que você aprendeu com esse episódio?
Você aprende muitas coisas, cresce na vida muito rápido. Aprende as coisas erradas, as coisas certas, os momentos certos, as horas certas. Você leva isso para a sua carreira, então, se tiver que acontecer de novo, da minha parte, não vai acontecer.
Na Copa do Brasil de 2011, você foi elogiado por Rogério Ceni após uma partida contra o São Paulo. Inclusive surgiu um boato sobre transferência para o clube paulista. Como foi aquele momento na carreira?
É bom, né? Ouvir o elogio de um ídolo mundial que é o Rogério Ceni é bom. Ele é um cara bacana e a gente conversou depois do jogo, outros dias também. É uma pessoa bacana e eu estava preparado, sabia que era meu momento, vinha da reserva e comecei a segunda fase da Copa do Brasil como titular. A gente estava preparado e trabalhou para que aquele momento chegasse.
Renan se destacou no Avaí no ano passado (Foto: Divulgação / Press FC Assessoria e Consultoria)
Depois do jogo, você e Rogério tiveram mais contatos?
Não, a gente só conversou só depois do jogo. Não tenho nenhum contato com ele, mas sei que é uma pessoa que se eu encontrar na rua, com certeza, irei cumprimentar ele e ele também, até pelo caráter e a pessoa que ele é.
Você foi o primeiro jogador de um clube catarinense a ser convocado para a Seleção Brasileira. Apesar de não ter atuado contra os Estados Unidos, como foi a experiência?
É uma experiência que não tem nem explicação, até porque você jogando poucas partidas e, na hora que menos espera, uma convocação. Foi uma experiência sem explicação, mas que aprende muito com várias estrelas do futebol mundial. A gente só cresce e aprende cada vez mais.
No Corinthians você foi contratado como grande aposta, mas foi titular em apenas três jogos. O que aconteceu lá que não deu certo?
Acho que não era para ser o momento. Aconteceu uma estreia, ninguém esperava, e o Corinthians vinha há 11 rodadas sem perder. Justo no jogo da minha estreia, a gente acabou perdendo e muitos falam que foi falha minha. Sempre falei, desde que tomei o gol, que não tive culpa alguma. Acredito que não era o momento, não era a hora certa, mas passou. Foi um aprendizado muito bom, um pouco mais de experiência e estou chegando aqui para somar e levar esse clube para a Série A.
Quando foi negociado, o Corinthians disse que passou para você as propostas do Vitória e do Náutico. Por que, mesmo com o Náutico na Primeira Divisão, preferiu o Vitória?
Por causa da pessoa do presidente. O Náutico tinha também o interesse, mas optei pelo presidente ter ido ao CT do Corinthians. Eu até passei por ele lá, mas não conhecia, não sabia que era o presidente do Vitória. Quando eu fiquei sabendo da proposta do Vitória, eu achei muito legal da parte dele e ele me apresentou um projeto muito bacana. Eu também apresentei para ele que meu objetivo é as Olimpíadas de Londres. Cheguei em um consenso junto com meu empresário que o projeto ideal – não menosprezado o Náutico – é o Vitória.
Quando chegou aqui em Salvador, disse que um de seus objetivos era disputar os Jogos Olímpicos. Ainda mantém o sonho?
Esse é o objetivo. Desde a primeira convocação esse é o objetivo. A gente está com esse objetivo em pé, esse objetivo está traçado. O presidente sabe, o clube sabe e eu cheguei aqui para somar. Isso (convocação) é consequência do trabalho. Estou focado no momento, que a oportunidade apareceu e aproveitei. Então agora é junto com o grupo, somar para que a gente possa chegar em um resultado final muito bom.
Acha que a oportunidade dada por Cerezo pode te ajudar?
Acredito que foi uma estreia boa depois de muito tempo parado. acho que foram seis meses sem atuar em um jogo oficial. Foi uma estreia boa. Com uma sequência do trabalho, se tiver essa sequência, acredito em meu potencial e tenho grandes chances de voltar a vestir a amarelinha de novo.
Por causa desse tempo todo sem jogar uma partida oficial, ficou ansioso ou incomodado na reserva?
Ansioso a gente fica. Incomodado, todo goleiro reserva está incomodado e quer jogar. Quando eu cheguei aqui, disse na minha apresentação que a briga seria sadia. A gente, com o Douglas e o Gustavo, quem jogar o Vitória estará bem servido. Agora é o momento de focar, o clube crescer agora. O Vitória não merece estar na colocação que está, com todo respeito aos adversários. Então a gente tem que saber que a gente tem que estar lá em cima, que esse é que é o lugar do Vitória.
Quem são os principais adversários para essa vaga olímpica?
São vários. São vários grandes goleiros aí. Tem o Rafael do Santos, Renan do Atlético-MG, Neto da Fiorentina. São grandes goleiros e a gente não sabe se vão só abaixo da idade olímpica ou se vão acima, mas quem for, com certeza, o Brasil estará bem servido de goleiros.
Então é segurar a expectativa até a convocação...
A expectativa é boa. O projeto é esse e a gente tem que ter uma sequência. Tendo essa sequência, acredito que esse objetivo pode se tornar realidade.
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Goleiro foi titular em apenas um jogo deste Campeonato Baiano (Foto: Divulgação/EC Vitória)
Estar em Londres no final de julho de 2012. Esse é o objetivo de Renan. Com 21 anos, o goleiro tem como principal meta para este ano ser convocado para defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos. Mas para isso torce para manter uma sequência com a camisa número 1 do Vitória no Campeonato Baiano.
Reserva de Douglas nos nove primeiros jogos do estadual, Renan foi titular somente na última quarta-feira. Com uma atuação segura, não levou gols e ajudou o Rubro-Negro a empatar em 0 a 0 com o Atlético-BA. Para o jogo deste domingo, ainda não sabe se volta para o banco de reservas ou permanece como titular e tem mais uma oportunidade para conseguir realizar o sonho olímpico.
- O projeto é esse e a gente tem que ter uma sequência. Tendo essa sequência, acredito que esse objetivo pode se tornar realidade – afirmou.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, além de vestir a “amarelinha”, Renan comentou também sobre o começo da carreira no Avaí (onde chegou a ser dispensado por indisciplina), o fato de ter sido o primeiro jogador que atua em Santa Catarina a ser convocado para a Seleção Brasileira, a passagem pelo Corinthians e o motivo que o levou a assinar com o Vitória. Confira:
GLOBOESPORTE.COM: No Avaí, você chegou a ser dispensado por um ato de indisciplina. O que aconteceu?
Renan: É verdade. A gente não gosta de chegar nesse fato, mas foi uma indisciplina dentro do clube, uma briga, coisa que eu nunca fiz na minha vida. Teve uma discussão e a gente acabou sendo dispensado, mas sabia que tinha potencial e o presidente do Avaí me deu uma nova oportunidade. Então só tenho a agradecer a oportunidade que eu tive.
O que você aprendeu com esse episódio?
Você aprende muitas coisas, cresce na vida muito rápido. Aprende as coisas erradas, as coisas certas, os momentos certos, as horas certas. Você leva isso para a sua carreira, então, se tiver que acontecer de novo, da minha parte, não vai acontecer.
Na Copa do Brasil de 2011, você foi elogiado por Rogério Ceni após uma partida contra o São Paulo. Inclusive surgiu um boato sobre transferência para o clube paulista. Como foi aquele momento na carreira?
É bom, né? Ouvir o elogio de um ídolo mundial que é o Rogério Ceni é bom. Ele é um cara bacana e a gente conversou depois do jogo, outros dias também. É uma pessoa bacana e eu estava preparado, sabia que era meu momento, vinha da reserva e comecei a segunda fase da Copa do Brasil como titular. A gente estava preparado e trabalhou para que aquele momento chegasse.
Renan se destacou no Avaí no ano passado (Foto: Divulgação / Press FC Assessoria e Consultoria)
Depois do jogo, você e Rogério tiveram mais contatos?
Não, a gente só conversou só depois do jogo. Não tenho nenhum contato com ele, mas sei que é uma pessoa que se eu encontrar na rua, com certeza, irei cumprimentar ele e ele também, até pelo caráter e a pessoa que ele é.
Você foi o primeiro jogador de um clube catarinense a ser convocado para a Seleção Brasileira. Apesar de não ter atuado contra os Estados Unidos, como foi a experiência?
É uma experiência que não tem nem explicação, até porque você jogando poucas partidas e, na hora que menos espera, uma convocação. Foi uma experiência sem explicação, mas que aprende muito com várias estrelas do futebol mundial. A gente só cresce e aprende cada vez mais.
No Corinthians você foi contratado como grande aposta, mas foi titular em apenas três jogos. O que aconteceu lá que não deu certo?
Acho que não era para ser o momento. Aconteceu uma estreia, ninguém esperava, e o Corinthians vinha há 11 rodadas sem perder. Justo no jogo da minha estreia, a gente acabou perdendo e muitos falam que foi falha minha. Sempre falei, desde que tomei o gol, que não tive culpa alguma. Acredito que não era o momento, não era a hora certa, mas passou. Foi um aprendizado muito bom, um pouco mais de experiência e estou chegando aqui para somar e levar esse clube para a Série A.
Quando foi negociado, o Corinthians disse que passou para você as propostas do Vitória e do Náutico. Por que, mesmo com o Náutico na Primeira Divisão, preferiu o Vitória?
Por causa da pessoa do presidente. O Náutico tinha também o interesse, mas optei pelo presidente ter ido ao CT do Corinthians. Eu até passei por ele lá, mas não conhecia, não sabia que era o presidente do Vitória. Quando eu fiquei sabendo da proposta do Vitória, eu achei muito legal da parte dele e ele me apresentou um projeto muito bacana. Eu também apresentei para ele que meu objetivo é as Olimpíadas de Londres. Cheguei em um consenso junto com meu empresário que o projeto ideal – não menosprezado o Náutico – é o Vitória.
Quando chegou aqui em Salvador, disse que um de seus objetivos era disputar os Jogos Olímpicos. Ainda mantém o sonho?
Esse é o objetivo. Desde a primeira convocação esse é o objetivo. A gente está com esse objetivo em pé, esse objetivo está traçado. O presidente sabe, o clube sabe e eu cheguei aqui para somar. Isso (convocação) é consequência do trabalho. Estou focado no momento, que a oportunidade apareceu e aproveitei. Então agora é junto com o grupo, somar para que a gente possa chegar em um resultado final muito bom.
Acha que a oportunidade dada por Cerezo pode te ajudar?
Acredito que foi uma estreia boa depois de muito tempo parado. acho que foram seis meses sem atuar em um jogo oficial. Foi uma estreia boa. Com uma sequência do trabalho, se tiver essa sequência, acredito em meu potencial e tenho grandes chances de voltar a vestir a amarelinha de novo.
Por causa desse tempo todo sem jogar uma partida oficial, ficou ansioso ou incomodado na reserva?
Ansioso a gente fica. Incomodado, todo goleiro reserva está incomodado e quer jogar. Quando eu cheguei aqui, disse na minha apresentação que a briga seria sadia. A gente, com o Douglas e o Gustavo, quem jogar o Vitória estará bem servido. Agora é o momento de focar, o clube crescer agora. O Vitória não merece estar na colocação que está, com todo respeito aos adversários. Então a gente tem que saber que a gente tem que estar lá em cima, que esse é que é o lugar do Vitória.
Quem são os principais adversários para essa vaga olímpica?
São vários. São vários grandes goleiros aí. Tem o Rafael do Santos, Renan do Atlético-MG, Neto da Fiorentina. São grandes goleiros e a gente não sabe se vão só abaixo da idade olímpica ou se vão acima, mas quem for, com certeza, o Brasil estará bem servido de goleiros.
Então é segurar a expectativa até a convocação...
A expectativa é boa. O projeto é esse e a gente tem que ter uma sequência. Tendo essa sequência, acredito que esse objetivo pode se tornar realidade.
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